segunda-feira, 5 de maio de 2008

AS VINDIMAS DA NOITE de Maria do Sameiro Barroso: um livro de poesia onde os as varandas dos lábios pousam nos versos lembrando o vinho



Lançamento de As Vindimas da Noite, domingo, dia 11 de Maio, no Museu Nacional de Arqueologia, às 17horas(apresentação minha e leitura dos poemas por Isabel Wolmar sob a nebulosa de afectos da Editora Labirinto)



As Vindimas da Noite. uma obra de poesia onde retumba o som do mágico mosto de uma criação noite adentro. noite de versos lavrados rente ao ouvido como epicentro de um lugar e de um tempo mais serenos e mais sedentos. abrigando e propagando os meandros da memória. versos tingidos de dulcíssimo vinho crescendo das luxuriantes videiras das imagens. da matéria das metáforas. onde florescem os protocósmicos vinhedos do mundo. Maria do Sameiro traz-nos uvas nas palavras. e coloca-as sobre o tampo do tempo. sobre a mesa das feridas fechando-se por entre os arabescos do silêncio.


nesta obra multiplica-se o vinho nas mesas comuniais da poesia.


entre a música e a memória tornam-se mais claros os tortuosos caminhos cavados em versos que cheiram a vinho. que sabem a vinho. e descem a noite até ao sol descendo a encosta das pálpebras. um livro onde a voz é clara e poliédrica cruzando artes e afectos respondendo-se e enleando-se. uma voz vínica e dionisíaca desferindo acordes insubordinados que um violino sustenta. porque os socalcos são a invenção dos vinhedos do início. por momentos de inebriante leitura ondula a ramaria do desejo de um arco. de uma aliança intérmina com o mundo. com as primordiais margens da luz golpeando a noite arborescente. a noite da criação numa pauta de aromas que perduram como lunações. aquecendo-nos como lábios os criadores labirintos da noite.


As Vindimas da Noite: um livro de poesia ou porque o sol no próximo domingo será mais música e será mais poesia. será mais perfume e será mais malvasia.___________________________


luís filipe pereira

5 comentários:

MóniKa disse...

Fiquei com curiosidade.

Carlos Vaz disse...

A minha querida Maria do Sameiro Barroso, sem dúvida uma poetisa de grande fulgor que recomendo. Gostaria de poder estar... abraço

Anónimo disse...

«Muito obrigada, Filipe, pelo magnífico texto, onde as varandas dos meus poemas se espraiam, como taças de orvalho, suspensas no hálito obscuro de inebriadas alamedas.
Obrigada também ao Carlos Vaz, querido e talentoso amigo,
na foz do rio Âncora, junto aos vinhedos em flor,
um grande abraço
Maria do Sameiro»

Anónimo disse...

muito interessante. gostaria de estar presente. só espero que o livro corresponda à qualidade deste texto e irei também pelo posfácio. JP

Anónimo disse...

O texto é tão apelativo e bem escrito, que não poderia deixar de estar presente. Pela tua aprsentação, pelo teu posfácio e , nas expectativa, de que o livro esteja à altura das tuas palavras.

Soraia Costa