uma janela discreta sobre os meus textos. as minhas imagens. as minhas leituras.pode assomar um gato legente ou uma pupila irisada. entre poesia, filosofia e artes outras. eis o blogue (llansolianamente) de um escrevente.................
sábado, 21 de junho de 2008
1º Prémio Do Concurso Literário "Dar Voz à Poesia"/2007/2008
(a pausa)
com julieta de bella bartók abro a última porta para a noite
diante dela assombra-se o pássaro da intimidade ante a pausa do ser
a noite é um nome sitiado no luar à beira da mutilação
a última porta é o intervalo de uma palavra na luz de incerto lábio
ouço os decibéis oblíquos de um melro concentrado no desvio
diante dele os olhos do espelho descem pelas escarpas da casa
aproximo-me da silhueta nublada do plátano e do sabor nupcial do piano
julieta é o sopro das sonatas lentas sobre a copa musical do longo ditongo
o pássaro transcorre do pudor e pousa uma asa nua nas entrelinhas de neve do texto
a última porta pulsa como um felino de sangue fragmentando o teclado
respiro os andamentos do horizonte revelando-se fenda a fenda como um fruto
a música arterial da noite mune o núbil cântico de julieta nas crinas dos cometas
a última porta permanece aberta como uma pedra primitiva e ardente
no desvio do cântico o melro escreve a paisagem com o dedo purpúreo do poema
os alvéolos estelares já encontraram o poço a esmo nos alicerces da pausa
julieta é o tremular das codas de tâmaras que a noite clarifica
com julieta de bella bartók abro a última porta para a noite
e sob o efeito da pausa ponho a ébria água do poço a sonhar com orquestras de peixes
luís filipe pereira
http://issuu.com/jmuge/docs/voz_poesia_12/6?zoomed=true&zoomPercent=100&zoomXPos=1&zoomYPos=0.21217391304347827
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Acaba de ser publicado na Revista Umbigo este meu conto:Eis o início-convite
Vicente estava sentado a uma mesa num café de aldeia igual a tantos outros cafés de aldeia. O sol incendiava-lhe os joelhos sob as calças brancas da cor do tampo da mesa macerado de manchas, círculos de borras, nomes a canivete. Pediu um café. Era meio da tarde. Os pássaros debicavam migalhas e sombras.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
ESTOU VIVO E ESCREVO OBRIGADO
quarta-feira, 4 de junho de 2008
PARABÉNS ANTÓNIO RAMOS ROSA: Que Privilégio estar nas vésperas de defesa de Tese sobre a sua Obra

sábado, 31 de maio de 2008
VOAR PARA O MAR com Bernard Descamps

terça-feira, 27 de maio de 2008
VOAR (Série de 2001) com Helena Almeida/ Fragmento

quarta-feira, 21 de maio de 2008
Do Lido e do Visto, "Arte poética" de Daniel Faria (Quasi Ed.) & Magritte
"A palavra despe-seO silêncio despe-se
Nus
Os sexos ardem
Os seios da palavra
Os músculos do silêncio
O silêncio
E a palavra
O poeta
E o poema" (Daniel Faria)
a palavra percorre os sentidos. mergulha na margem da carnação sem destino. tacteia sem perguntar para troar a pele no seu langor de lâmpada. a palavra nua frequenta o domínio encantado e suporta na luz dos seios a pausa de sede entre dois sons. como achas os sexos segregam nos corredores da noite suas luzes vacilantes como versos. versos sobre ventres. sobre trompas de silêncio. o poema é uma pele encontrando outra pele que nela se abriga. o poema e o poeta: duas mãos que migram palavra a palavra. músculos descaindo para a cintura até à nua linha do osso nítido onde escreve uma esquírola de desejo o esmalte dos degraus alçados pelas despidas palavras.
luís filipe pereira
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Do Lido e Do Visto: Poema "De Bombordo a Estibordo"de João Rui de Sousa (in Quarteto para as próximas chuvas, D. Quixote, 2008)& Vieira da Silva
segunda-feira, 12 de maio de 2008
11 de maio de 2008 ou na resssaca de uma tarde prodigiosa: lançamento de As Vindimas da Noite
segunda-feira, 5 de maio de 2008
AS VINDIMAS DA NOITE de Maria do Sameiro Barroso: um livro de poesia onde os as varandas dos lábios pousam nos versos lembrando o vinho

